Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Palavras e Patas

Entre Palavras e Patas: ideias que me acordam de madrugada, pensamentos no trânsito e observações que não saem da cabeça. Histórias tortas, café, reflexões e um gato que manda nisto. Bem-vindo!

06
Nov25

O prazer do limite


In.pata

Gosto de viver no limite — não o físico, mas o intelectual.
Como a criança que obedece à letra ao “não ponhas um pé fora de casa” e coloca tudo menos os pés do lado de fora.

Viver no limite, para mim, é isso: entrar nessas zonas cinzentas onde ética, linguagem, contexto e emoção se entrelaçam. Onde o pensamento fora da caixa é valorizado, em vez de reprimido.

Sempre admirei pessoas capazes de contornar as adversidades de forma criativa, porque nem tudo é preto ou branco. Há várias zonas cinzentas — e a vida adulta, muitas vezes, obriga-nos a caminhar por elas.

Talvez por isso goste tanto de vídeos que mostram maneiras inteligentes de dizer coisas não tão positivas, como melhora o teu arcabouço lexical ou um esquadrão de cavalaria à desfilada na tua cabeça não esbarra contra uma ideia.

O que acho mais difícil de perceber é porque, quando crianças, nos podam esta capacidade em vez de a incentivar. Fazem com que ela quase desapareça e depois, em adultos, esperam que renasça — qual fénix. Querem que busquemos soluções criativas, mas depois de anos a bloqueá-la, é difícil recuperá-la.

No fundo, gosto dessa tensão.
Gosto de olhar o perigo de frente — mas só no plano intelectual.

Porque a vida é um jogo.
E nem sempre podemos falar ou fazer tudo.

29
Out25

Podemos trabalhar muito, mas não perdemos a graça


In.pata

Portugal é um dos países mais engraçados do mundo, perde apenas para a República Checa.
Não sei bem se isto é motivo para celebrar, mas ganhámos alguma coisa. Essas coisas são sempre motivo de orgulho, mesmo quando nem são assim tão boas.

Num estudo feito com 30 países, os primeiros lugares ficaram para a República Checa, Portugal, Irlanda, Chile e Grécia.
Se olharmos para os tipos de humor avaliados, é fácil perceber porque ficámos tão bem classificados.

As perguntas focavam-se em quatro estilos de humor:

🐾 o relacional, aquele que aproxima as pessoas, fácil de partilhar;

🐾 o de autovalorização, o que nos permite manter o otimismo;

🐾 o autodepreciativo, quando gozamos connosco;

🐾 e o agressivo, aquele sarcasmo que, admitamos, tanto adoramos.

Portugal ficou em 3.º lugar no humor relacional e em 5.º no agressivo — nada de surpreendente, segundo o estudo, tendo em conta a nossa reputação de inteligência emocional e a rapidez com que soltamos uma piada.
Tão natural que às vezes nem nos apercebemos que a fizemos até alguém se rir.

Em contrapartida, num estudo sobre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, Portugal teve 54 pontos em 100 e ficou em 8.º entre 22 países.

Não se pode ser bom em tudo.
Às vezes é preciso deixar os outros ganharem — até porque nada melhor que o trabalho para nos fazer soltar aquele sarcasmo tão característico.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

Em destaque no SAPO Blogs
pub